Há encontros com o vinho que começam antes mesmo da primeira taça. A atmosfera, as pessoas, as histórias e a expectativa pelo que será servido já fazem parte da experiência.
Foi exatamente assim na noite de ontem, quando, a convite da Cooperativa Vinícola Garibaldi, do Rio Grande do Sul, estive no Restaurante Di Liana, em Ondina, para uma apresentação especial de alguns rótulos do portfólio da vinícola.
Foi uma noite leve, descontraída e, acima de tudo, de descobertas. Daquelas em que o vinho deixa de ser apenas uma bebida à mesa e passa a conduzir a conversa.
A experiência foi apresentada por André Luís Rech, Gestor de Comunicação da cooperativa. Com conhecimento e sensibilidade, ele assumiu a condução da degustação como um verdadeiro sommelier, chamando nossa atenção para características que, muitas vezes, podem passar despercebidas em uma primeira taça.
Antes do vinho, a história
Antes de começarmos a degustação, fomos convidados a conhecer um pouco mais sobre Garibaldi.
Imagens da cidade nos levaram por sua história, pela arquitetura centenária e pelos eventos que fazem parte de sua identidade. E, naturalmente, não poderiam faltar as paisagens da Serra Gaúcha.
As videiras espalhadas pela região apareceram em belos cenários, lembrando que, por trás de cada garrafa, existe também um território, uma cultura e uma história.
Depois dessa pequena viagem, era hora de colocar o vinho em movimento.
Uma sequência de descobertas
Começamos pelo Moscato Zero Álcool, uma linha que está em expansão junto ao consumidor brasileiro.
É interessante perceber como o vinho também acompanha as transformações dos hábitos de consumo. Nesse caso, a proposta chega justamente a um público que busca uma alternativa sem álcool, mas que continua interessado na experiência.

Na sequência, veio o Vinhas Vivas. Levemente gaseificado e com uma acidez marcante, foi um dos rótulos que mais dialogaram com a proposta de uma noite descontraída.
A primeira impressão me levou imediatamente ao Vinho Verde português. E, pensando no nosso clima de primavera e verão, encontrei ali uma combinação especialmente agradável.

Seguimos então para o Viognier Branco Brut, ampliando a experiência antes da chegada dos tintos.
O destaque no tinto
Com o jantar servido, chegou a vez do Garibaldi Reserva Ancellotta.
Foi o rótulo que mais me surpreendeu naquela sequência. A expressão aromática chamou minha atenção logo de início, mas foi no equilíbrio que encontrei seu grande destaque.

O álcool apareceu muito bem integrado e os taninos macios contribuíram para uma experiência bastante agradável.
É justamente nesses momentos que uma degustação ganha outra dimensão. A gente prova, observa, conversa, volta à taça e percebe novas nuances.
Para acompanhar a sobremesa, encerramos a sequência com o espumante Rosé Floratta Moscato.

Uma escolha que manteve o clima leve até o último brinde.
O vinho também é encontro
Ao final da noite, mais do que os rótulos degustados, ficou a lembrança de uma experiência compartilhada.
O vinho tem essa capacidade de reunir pessoas em torno de uma mesa, provocar conversas, despertar lembranças e criar novas histórias.
E foi exatamente isso que vivemos no Di Liana: uma noite de boa companhia, aprendizado e compartilhamento de sabores, sensações e experiências.
Para mim, é esse o grande encanto do vinho. A garrafa pode ter uma história, a região pode ter outra e o produtor pode carregar décadas de tradição. Mas, quando a rolha é retirada e a taça chega às mãos de quem aprecia, uma nova história começa.
E essa, certamente, foi uma noite que mereceu um brinde.


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