A Petrobras apresentou a primeira embarcação do Programa Mar Aberto, iniciativa criada para renovar e ampliar a frota da companhia. O batismo do Starnav Elektra ocorreu no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.
Construído pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), o navio agora seguirá para operações nas plataformas das bacias petrolíferas brasileiras. O investimento na embarcação foi de R$ 450 milhões.
O Starnav Elektra é o primeiro navio afretado pelo Programa Mar Aberto. Na viagem entre Santa Catarina e o Rio de Janeiro, a embarcação contou com uma tripulação formada exclusivamente por mulheres.
Ao todo, foram 16 mulheres, sob o comando da comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon.
Petrobras prevê novas embarcações
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quinta-feira (17) que os investimentos da companhia na indústria naval e offshore estimulam um novo ciclo de negócios e oportunidades para o setor.
Segundo ela, os projetos também contribuem para melhorar o retorno do capital da estatal.
“São projetos que nos trazem mais eficiência e lucro. Quando utilizamos nossa própria frota estamos economizando recursos e valorizando o portfólio da Petrobras”, disse Magda.
A presidente também destacou o compromisso da Petrobras com a renovação da frota, com foco na segurança e na continuidade da indústria nacional.
De acordo com Magda, 48 barcos serão contratados até o final do ano. Até o ano que vem, a previsão é de entrega de 96 embarcações, incluindo barcaças e empurradores.
“As empresas brasileiras estão tendo um desempenho excelente e estão vencendo todas as licitações”, afirmou.
Novas tecnologias reduzem consumo
Os novos PSV (Platform Supply Vessel) foram projetados de acordo com as metas de transição energética da Petrobras.
As embarcações incorporam sistemas modernos de geração e distribuição de energia, incluindo bancos de baterias, monitoramento do consumo por telemetria e possibilidade futura de operação parcial com combustível renovável.
Os navios também utilizam novas tecnologias de pintura e sistemas anti-incrustação.
Segundo a Petrobras, esses recursos contribuem para reduzir o consumo de combustível e as emissões de gases.
Fonte: Agência Brasil
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