O Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos realizou, nesta quinta-feira (30), o encerramento da programação pedagógica do Julho das Pretas, que reuniu estudantes, mães atípicas e a comunidade escolar em atividades voltadas ao autocuidado, à valorização da identidade negra e ao fortalecimento das trajetórias das mulheres. Com o tema “Celebrar, resistir e transformar”, o evento foi iniciado na segunda (27).
O último dia do evento contou com a participação de 300 estudantes do Ensino Fundamental da unidade e de 15 mães atípicas de estudantes incluídos no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Mãe das estudantes Lydia da Cruz, do 6º ano do Ensino Fundamental, e Mayane da Cruz, da 1ª série do Ensino Médio, Elba da Cruz falou sobre o acolhimento promovido pela escola. “Agradeço pelo carinho, afeto e cuidado de um para com o outro. Foi um momento muito importante para nós, principalmente para as mães solos, mostrando que somos agentes capazes de ajudar a nós mesmas e ao próximo”, declarou.
A programação reuniu oficinas de tranças, turbantes, maquiagem, sobrancelhas e dança, além de atividades sobre autoestima, história das tranças africanas, letramento racial e de gênero e experiências ancestrais. A estudante da 1ª série do Ensino Médio, Kaylane Costa Machado, 15 anos, destacou a importância das atividades destinadas às mães. “Estou amando, está sendo uma experiência maravilhosa, porque a gente está dando mais atenção para as mães atípicas. É fantástico ver as mães tendo acesso a essas coisas, porque muitas não têm essa oportunidade”, afirmou.
Para a estudante do 6º ano Isabella Santos Souza, de 12 anos, o projeto contribuiu para fortalecer a autoestima, o protagonismo e o reconhecimento da importância das mulheres negras na sociedade. “As mulheres negras e pretas são lindas e devem mostrar, cada vez mais, a sua força. O projeto é importante para conscientizar sobre o nosso valor, a nossa importância, a nossa resistência e o direito de ocupar os espaços que quisermos”, ressaltou.
Ao longo dos quatro dias, o Julho das Pretas promoveu momentos de diálogo, aprendizado e valorização das identidades e culturas negras, reforçando a escola como espaço de acolhimento, representatividade e construção coletiva.
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