A situação judicial do rapper Oruam se complicou após a expedição de um novo mandado de prisão. Segundo a defesa, o cantor não pretende se entregar neste momento. Como consequência, ele passou a ser considerado foragido depois de perder o direito à prisão domiciliar.
A decisão foi assinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados do artista. Desde então, equipes policiais realizaram buscas em endereços ligados ao rapper, mas ele não foi encontrado.
Oruam utilizava tornozeleira eletrônica desde setembro de 2025, quando deixou a prisão. No entanto, relatórios apontaram diversas falhas no monitoramento. Somente nos registros mais recentes, o equipamento apresentou dezenas de violações — muitas durante madrugadas e fins de semana — e está totalmente desligado desde o último domingo (1º).
Ao todo, mais de 60 ocorrências relacionadas ao uso da tornozeleira foram contabilizadas. Para a Justiça, o descumprimento repetido das medidas cautelares tornou inviável a manutenção da liberdade vigiada.
A defesa argumenta que os problemas teriam sido provocados por falhas técnicas e danos no dispositivo, mas o entendimento judicial foi de que houve quebra das condições impostas.
Além do processo que resultou na prisão domiciliar, o rapper também é alvo de outras investigações, entre elas uma acusação recente de disparo de arma de fogo em área residencial. Até ser localizado, ele permanece oficialmente na condição de foragido.


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