Um laudo pericial da Polícia Federal concluiu que a tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma tentativa de violação mediante o uso de uma fonte de calor concentrada, compatível com um ferro de solda. O documento aponta que os danos identificados no equipamento apresentam características de execução considerada grosseira e sem precisão técnica. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.
De acordo com os peritos, a ação comprometeu a integridade do invólucro plástico da tornozeleira. O laudo destaca que os testes realizados com ferro de solda na superfície do material exibiram aspectos compatíveis com os danos observados no dispositivo analisado.
Ainda segundo a perícia, o equipamento apresentou deformações, fusão do material plástico e rompimento da capa protetora, o que teria exposto componentes internos. O Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal apontou que as características observadas são compatíveis com o uso de objeto submetido a aquecimento pontual.
O documento também ressalta que a forma irregular e pouco precisa da intervenção sugere o emprego do instrumento sem habilidade técnica, com intenção deliberada de danificar o equipamento. A tentativa de violação da tornozeleira levou à decretação da prisão do ex-presidente em 22 de novembro, por decisão do ministro Alexandre de Moraes.


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