O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso nesta terça-feira (3) em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, durante uma ação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo as autoridades, ele havia acabado de retornar dos Estados Unidos, desembarcando no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Após alugar um carro para seguir viagem até o Rio, acabou sendo interceptado na estrada e levado para a delegacia da PF em Volta Redonda. A expectativa é que ele seja transferido para a capital fluminense.
Deivis deixou o comando do Rioprevidência no dia 23 de janeiro, após o início de uma investigação que apura suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção e desvio de recursos do fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores estaduais.
As apurações indicam que, sob sua gestão e a de outros ex-diretores, aproximadamente R$ 1 bilhão teria sido aplicado em letras financeiras de alto risco emitidas pelo Banco Master, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. O Tribunal de Contas do Estado do Rio já havia alertado para possíveis irregularidades e proibido novas aplicações nesse tipo de título.
A prisão faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A Justiça autorizou as medidas diante de indícios de obstrução das investigações e tentativa de ocultar provas.
Na primeira etapa da operação, investigadores relataram movimentações consideradas suspeitas, como retirada de documentos, alterações em arquivos digitais e transferência de bens, incluindo carros de luxo. Até a última atualização, outros dois investigados permaneciam foragidos.
O Banco Master, alvo das investigações, está em liquidação extrajudicial desde novembro, após o Banco Central apontar sinais de insolvência e possíveis fraudes. O caso segue sob investigação.


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