Segundo ele, a memória democrática é instrumento de defesa do futuro
Foto: STF
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello enviou mensagem ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em agradecimento ao convite para participar das atividades da Corte relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Na carta, Celso de Mello adere à programação do STF e informa que sua ausência se dá estritamente por razões médicas. Segundo ele, é preciso sempre relembrar o que ocorreu naquele domingo de 2023, para que o fato não se repita.
“É preciso, sim, recordar sempre o assalto às instituições da República, porque o esquecimento é o primeiro aliado da barbárie. A memória democrática não é exercício retórico nem culto ao passado: é instrumento de defesa do futuro”, afirmou.
Acrescentou que, “quando se apagam os vestígios da violência institucional, quando se relativiza o ataque aos símbolos do Estado de Direito, abre-se espaço para que a intolerância se reorganize, se legitime e volte a agir”.
Na avaliação do ministro Celso, a lembrança desses episódios “não é opcional: é imperativo cívico”, destacando que somente uma sociedade que preserva sua memória constitucional é capaz de impedir que a história se repita.
Celso de Mello se aposentou do STF em 13 de outubro de 2020, ao concluir um ciclo de 31 anos na Suprema Corte.
Fonte: STF
Matéria: reprodução da internet / Hoje Bahia.

