Em janeiro de 2026, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,4% frente a dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, e a média móvel trimestral foi de 0,3%.
| Período | Varejo | Varejo Ampliado | ||
|---|---|---|---|---|
| Volume de vendas | Receita nominal | Volume de vendas | Receita nominal | |
| Janeiro / Dezembro* | 0,4 | 0,5 | 0,9 | 0,9 |
| Média móvel trimestral* | 0,3 | 0,3 | 0,2 | 0,3 |
| Janeiro 2026 / Janeiro 2025 | 2,8 | 4,7 | 1,1 | 2,6 |
| Acumulado 2026 | 2,8 | 4,7 | 1,1 | 2,6 |
| Acumulado 12 meses | 1,6 | 6,0 | 0,0 | 3,6 |
| *Série COM ajuste sazonal Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas |
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Frente a janeiro de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 2,8%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 1,6%.
No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,9% em janeiro. A média móvel foi 0,2%. Frente ao mesmo período de 2025, houve variação positiva (1,1%).
O acumulado dos últimos 12 meses registrou variação nula (0,0%).
Na passagem de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista teve taxas positivas em quatro das oito atividades pesquisadas: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,6%), Tecidos, vestuário e calçados (1,8%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%). Do lado negativo, ficaram três atividades: Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-9,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,3%). A atividade de Móveis e eletrodomésticos teve variação nula (0,0%). Na mesma comparação, o comércio varejista ampliado apresentou dois resultados positivos: Veículos e motos, partes e peças (2,8%) e Material de construção (3,4%).
| BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Janeiro 2026 |
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| ATIVIDADES | MÊS/MÊS ANTERIOR (1) | MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR | ACUMULADO | |||||
| Taxa de Variação (%) | Taxa de Variação (%) | Taxa de Variação (%) | ||||||
| NOV | DEZ | JAN | NOV | DEZ | JAN | NO ANO | 12 MESES | |
| COMÉRCIO VAREJISTA (2) | 1,0 | -0,4 | 0,4 | 1,5 | 2,4 | 2,8 | 2,8 | 1,6 |
| 1 – Combustíveis e lubrificantes | 0,7 | 0,2 | -1,3 | -1,2 | 3,0 | -0,4 | -0,4 | 0,4 |
| 2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo | 1,1 | -0,2 | 0,4 | 0,1 | 1,3 | 2,9 | 2,9 | 0,8 |
| 2.1 – Super e hipermercados | 1,0 | -0,3 | 0,5 | 0,2 | 1,3 | 2,8 | 2,8 | 1,0 |
| 3 – Tecidos, vest. e calçados | -0,7 | -0,2 | 1,8 | -3,9 | -2,4 | 0,8 | 0,8 | 1,2 |
| 4 – Móveis e eletrodomésticos | 2,3 | -0,5 | 0,0 | 5,8 | 7,4 | 6,1 | 6,1 | 4,7 |
| 4.1 – Móveis | – | – | – | -3,8 | -1,3 | -3,0 | -3,0 | -4,5 |
| 4.2 – Eletrodomésticos | – | – | – | 9,5 | 10,6 | 9,5 | 9,5 | 7,9 |
| 5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria | 2,3 | -5,0 | 2,6 | 7,5 | 6,9 | 5,1 | 5,1 | 4,5 |
| 6 – Livros, jornais, rev. e papelaria | 1,0 | -2,3 | -1,8 | 6,0 | -1,6 | -3,4 | -3,4 | -1,2 |
| 7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação | 4,0 | 8,0 | -9,3 | 9,9 | 31,1 | 5,6 | 5,6 | 4,4 |
| 8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico | 1,7 | -1,7 | 1,3 | 4,5 | 0,5 | 2,5 | 2,5 | 2,0 |
| COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) | 0,6 | -1,0 | 0,9 | -0,2 | 2,7 | 1,1 | 1,1 | 0,0 |
| 9 – Veículos e motos, partes e peças | 0,2 | -2,4 | 2,8 | -5,3 | 0,7 | -3,3 | -3,3 | -3,8 |
| 10- Material de construção | 0,6 | -4,1 | 3,4 | -2,9 | 0,1 | -2,3 | -2,3 | -0,6 |
| 11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo | 0,9 | 8,5 | 2,0 | 2,0 | -1,4 | |||
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas (1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8. 3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10 |
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Seis das oito atividades tiveram resultados positivos frente a janeiro de 2025
A atividade de Móveis e eletrodomésticos apresentou alta de 6,1% nas vendas frente a janeiro de 2025, após crescimento de 7,4% em dezembro. Desde julho de 2025 o setor tem registrado meses de crescimento, uma vez que o último mês que apresentou taxa negativa foi junho de 2025 (-0,4%). A variação do interanual fez com que a atividade exercesse a terceira maior influência no campo positivo, somando 0,4 p.p. ao total de 2,8% do varejo. No indicador que compara os últimos doze meses, o setor também apresenta ganhos, de forma ininterrupta, ao longo dos últimos trinta e um meses, chegando a 4,7% em janeiro de 2026.
O setor de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, na comparação interanual, apresentou aumento de 5,6% em relação a janeiro de 2025, quinto resultado positivo consecutivo: desde setembro a atividade não apresenta queda, pois em agosto registrou -0,7%. O setor vem sendo influenciado pela forte desvalorização do dólar, uma vez que partes dos produtos ofertados pelas lojas são importados (como aparelhos celulares, televisores e computadores). Em termos do acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 1,1% até novembro de 2025 para 4,1% em dezembro e 4,4% em janeiro, o setor registrou aumento na intensidade de crescimento.
| BRASIL – INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Janeiro 2026 |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ATIVIDADES | MÊS/MÊS ANTERIOR (1) | MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR | ACUMULADO | |||||
| Taxa de Variação (%) | Taxa de Variação (%) | Taxa de Variação (%) | ||||||
| NOV | DEZ | JAN | NOV | DEZ | JAN | NO ANO | 12 MESES | |
| COMÉRCIO VAREJISTA (2) | 0,9 | -0,4 | 0,5 | 4,3 | 4,5 | 4,7 | 4,7 | 6,0 |
| 1 – Combustíveis e lubrificantes | 1,0 | 0,5 | 0,3 | 1,1 | 4,7 | 1,7 | 1,7 | 4,7 |
| 2 – Hiper, supermercados, prods. alimentícios, bebidas e fumo | 0,7 | -0,6 | 0,4 | 2,9 | 3,2 | 4,1 | 4,1 | 6,0 |
| 2.1 – Super e hipermercados | 0,4 | -0,5 | 0,5 | 3,0 | 3,2 | 4,1 | 4,1 | 6,2 |
| 3 – Tecidos, vest. e calçados | 0,4 | 1,2 | 0,2 | 0,7 | 1,7 | 4,8 | 4,8 | 5,0 |
| 4 – Móveis e eletrodomésticos | 1,5 | -0,9 | 0,7 | 2,9 | 4,2 | 3,7 | 3,7 | 4,1 |
| 4.1 – Móveis | – | – | – | -1,0 | 1,2 | -0,3 | -0,3 | -1,5 |
| 4.2 – Eletrodomésticos | – | – | – | 4,2 | 5,2 | 5,0 | 5,0 | 5,9 |
| 5 – Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria | 2,9 | -3,5 | 1,9 | 12,9 | 12,4 | 10,6 | 10,6 | 9,4 |
| 6 – Livros, jornais, rev. e papelaria | 2,2 | -1,5 | 0,5 | 11,3 | 3,0 | 0,3 | 0,3 | 4,1 |
| 7 – Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação | 2,7 | 7,9 | -8,8 | 6,0 | 26,7 | 3,3 | 3,3 | 3,9 |
| 8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico | 2,0 | -1,6 | 1,4 | 9,1 | 4,7 | 6,6 | 6,6 | 6,5 |
| COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) | 1,1 | -1,1 | 0,9 | 2,0 | 4,5 | 2,6 | 2,6 | 3,6 |
| 9 – Veículos e motos, partes e peças | 0,4 | -1,7 | 2,2 | -3,7 | 2,1 | -2,3 | -2,3 | -1,6 |
| 10- Material de construção | 0,9 | -1,4 | 1,1 | -0,5 | 3,1 | 0,6 | 0,6 | 2,0 |
| 11- Atacado Prod.Alimen.,Beb. e Fumo | 0,5 | 8,2 | 0,9 | 0,9 | 1,4 | |||
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas (1) Séries com ajuste sazonal. |
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O setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou crescimento de 5,1%, na comparação do mês contra mesmo mês do ano anterior, trigésimo quinto resultado no campo positivo no indicador interanual (o último mês que apresentou resultado negativo foi fevereiro de 2023: -0,5%). O setor também apresentou a segunda maior contribuição para a formação da taxa global do varejo, somando 0,5 p.p. ao total de 2,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, o cenário é de estabilidade no ritmo de ganhos, já que ganhos de 4,5% foi o resultado dos últimos dois apontamentos (até dezembro de 2025 e até janeiro de 2026).
Com alta de 2,9% na comparação com janeiro de 2025, o setor de Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, registra, em janeiro de 2026, o segundo mês consecutivo de crescimento (em novembro o setor variou 0,1%, interpretado como estabilidade). Com isso, o volume de vendas de janeiro representou a maior contribuição na formação da taxa global, somando 1,6 p.p. ao total de 2,8% do varejo. Na comparação dos últimos 12 meses, a atividade também acumula ganhos: 0,8% até janeiro de 2026, resultado igual ao patamar acumulado até dezembro de 2025.
Empresas de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, setor que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., contabilizaram, em janeiro de 2026, 2,5% de crescimento frente a janeiro de 2025, décima alta consecutiva, mais intensa, inclusive, que no mês anterior (0,5% em dezembro de 2025). Além disso, o indicador acumulado dos últimos 12 meses continua a registrar ganhos (2,0% para janeiro 2026) desde julho de 2024, ainda que decrescente desde janeiro de 2025, quando atingiu 7,7% acima dos doze meses anteriores.
O setor de Tecidos, vestuário e calçados obteve crescimento de 0,8% em janeiro de 2026, no indicador interanual, primeiro ponto positivo da série após quatro meses apresentando quedas. Nos últimos sete meses, o indicador interanual registrou quedas em cinco deles, sendo que apenas agosto de 2025 (+0,6%) e janeiro de 2026 foram positivos. Em relação ao indicador acumulado nos últimos 12 meses, o resultado é de ganhos (1,2% em janeiro de 2026) e de perda de ritmo ao mesmo tempo, dado que saiu de um patamar de 5,5% em junho de 2025 para se encontrar abaixo de 2,0% já em dezembro.
No campo negativo, em janeiro de 2026 em relação a janeiro de 2025, a atividade Livros, jornais, revistas e papelaria, registrou -3,4%, segundo mês consecutivo de queda. Nos últimos doze meses, sete foram de queda, sendo a última alta em novembro de 2025 (6,0%). Em doze meses o setor acumula perdas de 1,2% até janeiro de 2026, intensidade semelhante ao patamar estabelecido nos meses anteriores (-1,2% em novembro e -0,9% em dezembro de 2025)
O setor de Combustíveis e Lubrificantes, em janeiro de 2026, apresentou variação de -0,4% nas vendas em relação a janeiro de 2025. Esse resultado inverte resultado positivo registrado em dezembro (3,0%). Desde o segundo trimestre de 2025 o setor vem apresentando comportamento volátil em relação ao indicador interanual, alternando em resultados positivos e negativos. O acumulado dos últimos doze meses registrou variação de 0,4% em janeiro de 2026, demosntrando que o setor mantem variações próximas de zero desde julho de 2025, quando alcançou ganhos de 0,2%.
No comércio varejista ampliado, a atividade de Veículos e motos, partes e peças apresentou baixa de 3,3% nas vendas frente a janeiro de 2025, voltando a ter queda depois de crescer 0,7% em dezembro, único mês positivo desde junho de 2025. O setor foi o que mais contribuiu para a taxa global interanual, no campo negativo, somando -0,6 p.p. ao total de 1,1% do varejo ampliado. No acumulado dos últimos doze meses, o resultado é de perdas crescentes: -1,7% em outubro, -2,5% em novembro, -2,9% em dezembro de 2025 e -3,8% em janeiro de 2026.
Já o setor de Material de construção apresentou taxa negativa (-2,3%), na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, reestabelecendo trajetória de queda observada de junho (-3,8%) a novembro de 2025 (-2,9%), interrompida pela variação de 0,1% de dezembro. O setor exerceu a terceira maior influência, no campo negativo, do varejo ampliado, contribuindo com -0,2 p.p no total de 1,1%. Nos últimos doze meses, há registro no campo negativo pelo segundo mês consecutivo (-0,1% até dezembro de 2025 e -0,6% até janeiro de 2026).
As empresas de Atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo apresentaram alta de 2,0% em janeiro de 2026 comparado com janeiro de 2025, quinto resultado positivo consecutivo, algo que não acontecia desde dezembro de 2023. Nos últimos doze meses o resultado ainda é de perdas: -1,4% até janeiro.
Comércio varejista teve taxas positivas em 20 das 27 unidades da federação
Frente ao mês anterior, o comércio varejista teve resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (5,5%), Pernambuco (5,5%) e Amazonas (4,8%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 6 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Bahia (-1,4%). O Mato Grosso do Sul (0,0%) mostrou estabilidade.
Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 teve resultados positivos em 20 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Tocantins (9,6%), Pernambuco (4,0%) e Mato Grosso (3,6%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 6 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Bahia (-1,9%), Amapá (-1,7%) e Goiás (-1,4%). O Rio Grande do Norte (0,0%) mostrou estabilidade.
Frente a janeiro de 2025, a variação das vendas no comércio varejista, o indicador interanual apresentou variação de 2,8%, com resultados positivos em 26 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Pernambuco (11,4%), Rondônia (11,2%) e Distrito Federal (6,9%). Por outro lado, 1 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultado negativo: Piauí (-0,6%). Já no comércio varejista ampliado, houve predominância de taxas positivas, com 21 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Mato Grosso (9,1%), Tocantins (9,0%) e Rondônia (8,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 6 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Piauí (-2,5%), São Paulo (-1,9%) e Rio Grande do Sul (-1,9%).
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