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	<title>im das escolas cívico-militares - TV NOTÍCIAS 24 HORAS</title>
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	<description>NOTÍCIAS COM CREDIBILIDADE</description>
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	<title>im das escolas cívico-militares - TV NOTÍCIAS 24 HORAS</title>
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		<title>Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jul 2023 13:27:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medida foi anunciada pelo governo nessa quarta-feira (12)</p>
<p>The post <a href="https://tvnoticias24horas.com.br/educacao/fim-das-escolas-civico-militares-repercute-entre-estudantes-e-escolas/">Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas</a> appeared first on <a href="https://tvnoticias24horas.com.br">TV NOTÍCIAS 24 HORAS</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Educação (MEC) começou, esta semana, o processo de&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2023-07/governo-federal-vai-encerrar-programa-de-escolas-civico-militares" target="_blank" rel="noopener">extinção do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim)</a>.&nbsp;A decisão, que impacta cerca de 200 escolas nas cinco regiões do país, foi comemorada e criticada. Para alguns, o modelo precisa ser extinto e não está em conformidade com o papel da escola pública. Para outros, o modelo gera resultados e deve ser mantido.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1543524&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1543524&amp;o=node"></p>
<p>Para a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a medida é uma vitória, pois o modelo cívico-militar é “um modelo de escola que acaba privando os estudantes de ter liberdade de expressão”. Para a presidenta da entidade, Jade Beatriz, o modelo “não apoia a formação do pensamento crítico e acaba excluindo uma parcela dos estudantes”.</p>
<p>Segundo Beatriz, a escola precisa ser democrática e deve incentivar um maior protagonismo dos estudantes. “Hoje, ter essa vitória representa muito para gente. Mas, de toda forma, a gente continua lutando para que, além de serem democráticas, as escolas tenham infraestrutura adequada e também haja o fortalecimento das escolas técnicas”.</p>
<p>Para ela, papel da educação é “fazer com que você vá para além dos muros da escola, que consiga se questionar o que vive hoje. É preciso garantir que a escola seja um instrumento não só de combate à desigualdade social, mas consiga contribuir para formação de pensamento crítico”.</p>
<p>Já o diretor do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay Cívico-Militar, localizado em Curitiba, no Paraná, Sandro Mira, recebeu a notícia com preocupação. “Claro que não é uma notícia boa, visto que a implantação do programa foi uma grande vitória, um grande presente para nossa comunidade”.</p>
<p>O colégio chegou a ser citado como modelo pela gestão de Jair Bolsonaro na&nbsp;<a href="https://escolacivicomilitar.mec.gov.br/noticias-lista/176-ministerio-da-educacao-apresenta-os-resultados-do-programa-nacional-das-escolas-civico-militares" target="_blank" rel="noopener">divulgação do balanço do programa</a>&nbsp;no final do ano passado. O caso do Colégio Estadual foi tido como exemplo ao alcançar a meta estabelecida para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).</p>
<p>“Nosso colégio era totalmente desacreditado, tanto por parte da comunidade, quanto por parte dos governantes. Por essa razão, foi um dos selecionados para entrar no programa e, a partir do trabalho, com valores em cima dos nossos alunos, professores e funcionários, nós conseguimos fazer uma transformação no colégio, tanto na parte estrutural, quanto na parte pedagógica e social dos nossos alunos. Hoje a gente tem um colégio que é bonito, que é cuidado pela comunidade. Não existe depredação no nosso colégio”, diz Mira.</p>
<h2>Escolas cívico-militares</h2>
<p>O Pecim era a principal bandeira do governo de Bolsonaro na educação. Ao longo da implementação, o modelo recebeu elogios, mas também uma série de críticas e de denúncias de abusos de militares nas escolas e de exclusão de professores e alunos. Acabar com o programa é, da mesma forma, uma bandeira do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Esta semana, o MEC enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa será finalizado e que deverá ser feita uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.</p>
<p>O programa é executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa. Por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na gestão educacional. O programa conta com a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares. A proposta do modelo cívico-militar é que militares atuem na administração escolar e na disciplina de estudantes, enquanto os professores são responsáveis pela parte pedagógica.</p>
<p>O modelo tem regras rígidas de aparência para os estudantes. Coque para as meninas e o chamado “cabelo no padrão baixo”, cortado com máquina dois, para os meninos. Adereços como piercings não são permitidos.</p>
<h2>Rede Nacional de Pesquisa</h2>
<p>De acordo com a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e integrante da Rede Nacional de Pesquisa em Militarização da Educação, Catarina de Almeida Santos, o modelo cívico-militar não está em conformidade com a legislação educacional, que não prevê, em lei, a atuação de militares nas escolas. E, além disso, segundo ela, é excludente.</p>
<p>Assim, o ofício enviado pelo MEC às secretarias, a professora afirma, é um primeiro passo para a desmobilização do modelo, mas é necessário que um decreto de fato extinga o programa e, depois disso, sejam tomadas outras medidas para coibir que estados e municípios sigam implementando esse regime nas escolas públicas.</p>
<p>“Para além das escolas militarizadas pelo Pecim, o próprio programa teve um impacto enorme na ampliação da militarização. Por conta própria, em estados e nos municípios. A gente tinha, no início de 2019, cerca de 200 escolas militarizadas. Hoje temos mais de 1 mil”, diz, Santos. “O Governo Federal tem um papel na coordenação dessa política e na definição de diretrizes. Isso é prerrogativa exclusiva da União, definir diretrizes para a educação nacional”.</p>
<p>Catarina ressalta que o modelo é excludente, na medida que acaba deixando de fora aqueles que “não se adequam” a ele. Esses estudantes e professores são transferidos ou são levados a pedir transferência para outras escolas da rede. “O que vimos nesse processo foi isso, a exclusão dos estudantes que dizem que não se adequam ao processo, além do impedimento [de professores] de trabalhar temas que eles entendem que não condiz com a escola. Isso que a gente tem observado nesse processo de militarização, que não é exclusivo das escolas do Pecim, mas que é da lógica dos militares”.</p>
<p>De acordo com a professora, o papel da escola pública é ser um espaço que “acolhe todas as crenças, todas as orientações. Pública é para isso, para atender a todas as pessoas”, diz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Razões do MEC</h2>
<p>Em nota técnica, em que analisa o programa, o MEC conclui que as características do programa e a execução, até agora, indicam que a manutenção não é prioritária e que os objetivos definidos para sua execução devem ser perseguidos mobilizando outras estratégias de política educacional.</p>
<p>A nota, assinada pelo Secretário de Educação Básica substituto Alexsandro Santos desaconselha a manutenção do programa por entender que há problemas de coesão/coerência normativa entre sua estrutura e os alicerces normativos do sistema educacional brasileiro. Além disso, induz o desvio de finalidade das atividades das forças armadas, “invocando sua atuação em uma seara que não é sua expertise e não é condizente com seu lugar institucional no ordenamento jurídico brasileiro”.</p>
<p>A nota técnica acrescenta que a execução orçamentária dos recursos de assistência financeira destinados às escolas do Programa ao longo dos anos de 2020, 2021 e 2021 foi irrisória, comprometendo investimentos que poderiam ser mobilizados em outras frentes prioritárias do MEC.</p>
<p>Por fim, a análise conclui que a justificativa para a realização do programa “apresenta-se problemática, ao assumir que o modelo de gestão educacional, o modelo didático-pedagógico e o modelo de gestão administrativa dos colégios militares seriam a solução para o enfrentamento das questões advindas da vulnerabilidade social dos territórios em que as escolas públicas estão inseridas e que teriam as características necessárias para alcançar o tipo de atendimento universal previsto para a educação básica regular, ignorando que colégios militares são estruturalmente, funcionalmente, demograficamente e legalmente distintos das escolas públicas regulares”.</p>
<h2>Esclarecimento</h2>
<p>Após a divulgação do ofício do MEC, a Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (Abemil) divulgou uma nota de esclarecimento às escolas cívico-militares explicando que a decisão do MEC não impacta as escolas que funcionam no modelo e que foram implantadas e mantidas pelos próprios municípios. &nbsp;</p>
<p>A associação ressalta também que não é feita, no ofício do MEC, “nenhuma menção de que o programa deva ser encerrado, mas que apenas não mais será realizado e conduzido pela parceria Ministério da Educação e Ministério da Defesa. Dessa forma, entende-se que projeto poderá ser conduzido por cada ente federado, haja vista existir legislação que respalda e legitima sua continuidade”. &nbsp;</p>
<p>A nota acrescenta: “É importante salientar que o próprio documento reconhece a eficácia das escolas cívico-militares ao mencionar que não deve ocorrer o comprometimento das “conquistas de organização que foram mobilizadas pelo Programa”. Ressalta também que a reintegração de tais escolas aos respectivos Sistemas, ou seja, Secretarias de Educação, deverá ser bem planejada e organizada”. &nbsp;</p>
<p>Fonte Agência Brasil/ Foto: © Antonio Cruz/ Agência Brasil</p>
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